terça-feira, 2 de abril de 2013

Depois da chegada dos portugueses

cerâmica
  as peças de cerâmica que se conservaram ao longo do tempo testemunham costumas de diferentes povos indígenas, já desaparecidos, numa linguagem artística que nos impressiona. É o caso, por exemplo, das cerâmicas marajoara e santarena. Mas também merecem destaque a cerâmica decorada com desenhos impressos por incisão dos Kadiwéu, os vasos zoomórficos dos Juruna e as bonecas de barro dos Karajá.

tecelado e trançado

Da arte de trançar e tecer, o antropólogo Darcy Ribeiro (1922-1997) destacou realizações indígenas como “as vestimentas e as máscaras de entrecasca, feitas pelo Tukuna e primorosamente pintadas; as admiráveis redes ou maqueiras de fibra de tucum do rio Negro; as belíssimas vestes de algodão dos Paresi que também, lamentavelmente, só se podem ver nos museus”.
Com grande disponibilidade de matérias-primas, como folha, palmas, cipós, talas e fibras, os indígenas produzem uma variada gama de peças de vestuário, cestas e redes, além de peneiras e abanos.

ARTE PLUMÁRIA
arte plumária dos índios brasileiros é uma das expressões plásticas mais conhecidas e impactantes das culturas nativas do Brasil. A definição usual de arte plumária diz respeito aos objetos confeccionados com penas e plumas de aves, amiúde associadas a outros materiais, e em sua maioria usados como ornamento corpóreo, seja de uso cotidiano seja em funções solenes e ritualizadas. A definição também inclui a fixação de penas diretamente sobre o corpo humano, em geral com os mesmos objetivos e significados, e a confecção de objetos emplumados para outros usos além do adorno do corpo.

MÁSCARAS
   Para os índios, as máscaras têm um caráter duplo: ao mesmo tempo em que são um artefato produzido por um homem comum, são a figura viva do ser sobrenatural que representam. Elas são feitas com troncos de árvores, cabaças e palhas de buriti e são usadas geralmente em danças cerimoniais, representando personagens da mitologia indígena, como, por exemplo, na dança do Aruanã, entre os Karajá, quando representam heróis que mantêm a ordem do mundo.
                                                                                                         



PINTURA CORPORAL
  Uma das características que mais marcam a cultura indígena, é a pintura corporal que pode ser vista como tão necessária e importante esteticamente como a roupa usada pelo “homem branco”. A pintura corporal para os indios tem sentidos diversos, não somente na vaidade, ou na busca pela estética perfeita, mas pelos valores que são considerados e transmitidos através desta arte. Feita de jenipapo, carvão ou urucum, tem como objetivo diferir os povos, determinar a função de cada um dentro da aldeia e até mostrar o estado civil. Algumas índias utilizam esse método, por exemplo, para “dizer” que estão interessadas em encontrar um parceiro.O processo de preparação da tinta consiste em ralar a fruta com semente e depois misturá-la com outros pigmentos, como o carvão, para diversificar as cores.Nos dias comuns a pintura pode ser bastante simples, porém nas festas, nos combates, mostra-se requintada, cobrindo também a testa, as faces e o nariz. A pintura corporal é função feminina, a mulher pinta os corpos dos filhos e do marido. Cada etnia tem sua própria marca e se alguma outra utilizar a mesma, uma luta entre as aldeias pode ocorrer.A etnia Tenharim, do Amazonas, faz desenhos de bolas em todo o corpo para se caracterizar. Homens usam desenhos maiores para se diferenciarem das mulheres e imporem uma posição de liderança. Já na aldeia Tapirapé, do Mato Grosso, homens podem usar as mesmas figuras das mulheres, mas as mulheres não podem usar as dos homens. Esta é uma arte muito especial porque não está associada a nenhum fim utilitário, mas apenas a pura busca da beleza.






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